quinta-feira, 24 de maio de 2012

24 de maio - Dia de Santa Sara Kali


Salve Santa Sara, padroeira dos Ciganos!

Salve Rainha Sara!

Salve sua formosura.

Que a tua magia se faça sempre presente na minha vida e na de todos aqueles que estiverem sob o meu teto.

Quando estiveres no caminho de tuas vibrações maiores, não te esqueças dessa humilde criatura cujo caminho é árduo de sofrimento e provocações.

Salve tua harmonia que tanta falta nos faz neste mundo de tempestades e tormentas.

Que os teus sete ciganos cavaleiros andantes possam com tua permissão, favorecer todos os que deles precisarem.

Rainha e Senhora dos grandes segredos, dos grandes mistérios, não nos deixe caminhar sem tua proteção, sem os teus cuidados.

Onde começa a tua ternura é onde avança a nossa esperança.

Salve o povo cigano!

Salve Santa Sara Kali!

  Saravá!

Não espere por justiça, faça por merecer!



"A Lei do retorno deve ser cumprida e executada. Seguindo a verdade dessa afirmação, qualquer um possuidor de luz divina tem a permissão de executá-la, encarnado ou não, assim como Jesus em sua passagem pelo plano da Terra concedeu a permissão da expulsão de obsessores e demônios que dominassem algum filho de Deus.

Seguindo essas verdadeiras palavras, confirmadas através dos tempos, conclui-se mais uma vez que a Lei do retorno existe e sempre existirá para ser cumprida e executada em nome da Justiça Divina.

Mas não deixe se enganar (por) aqueles que por dar uma esmola, por ajudar o próximo e assistir missas, por seguir uma doutrina, por bater um tambor, por lavar uma cabeça, por receber uma benção, julgar-se capaz de cumprir e executar essa Lei. Pense que a cada mil, nenhum será digno. Que a cada dois mil, nenhum será digno. Sabe-se lá ao meio de quantos, apenas esse ou aquele tem a permissão para executar essa Lei.

Como saber? Indo a fundo em seu próprio interior para buscar a Luz Divina. E prepará-la para vir à tona. A preparação é árdua, requer conhecimento, paciência, sensibilidade, humildade e força espiritual. Só assim, após longa caminhada de preparação tem-se a capacidade de poder fazer cumprir e executar a Lei do retorno. Reflita na longa caminhada; nas entidades espirituais; pense na longa caminhada dos espíritos que hoje se encontram dentro da Luz. Muitos precisaram de várias reencarnações, muitos precisaram de longo tempo mesmo após sua existência, em algum ponto do mundo espiritual para ter a permissão de fazer cumprir e executar a Lei do retorno.

Diante dessa verdade, não espere por justiça, faça por merecer."



- Exu de Lei (Mensagem recebida em 20 de junho de 2009
pelo médium Alberto Magno, Equipe Genuína Umbanda)
www.genuinaumbanda.com.br

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mediunidade na Umbanda



Ser médium atuante é uma das mais honrosas tarefas espirituais. É estar a serviço do Criador e colocar aos necessitados, todo o carinho e o altruísmo, que só uma grande alma possui.

Lembramos que, todos somos médiuns, pois podemos mediar. Temos a capacidade de entrar em contato com as forças Divinas através deste dom. Muitos sem mesmo saber, através de orações, fazem este intermédio magnífico e com isso, ajuda a si e aos que receberam estas benções.

Podemos ser curadores, podemos livrar as pessoas de cargas negativas, podemos aliviar uma alma desesperada, apenas com uma oração. Enviamos influxos mediúnicos e nossos amigos espirituais, juntamente com o Poder Divino, beneficiamos.

Porém, a mediunidade, nas tarefas espirituais Umbandistas, é diferenciada no tocante as atuações, que são imediatas e grandemente benéficas.

Temos algo que nos diferencia, que são as diversas formas que podemos utilizar este dom mediúnico, que é mediar entre os planos espirituais dos mais diversificados.

Não só com orações, que são altamente poderosas, mas também através dos Poderes do Criador nos campos das Divindades, dos Orixás, dos Exús e Pomba Giras, e dos milhares de guias protetores, divididos em grandes falanges do bem.

Ações, poderosas, através de forças elementais, onde entram as oferendas e toda uma movimentação magística destes elementos, que se tornam vivos no astral após a consagração, que é a própria ativação sobre a ação que estaremos atuando. Os assistidos recebem estas maravilhas na vida, nossos irmãos que estão no infortúnio, recebem estas cargas de energia salutar, e são direcionados a moradas de tratamento.

Sempre com bom senso e principalmente, temos o dever de saber o que estamos fazendo e o que estamos ativando. Tudo tem que ser dentro dos campos Iluminados do Criador, não existe dentro da Umbanda, trabalhos de amarração, de magia negativa, de ataques aos desafetos, lembrem-se, isso não é uma ação umbandista.

Nossa religião vem sofrendo ataques, exatamente por existirem oportunistas e muitos leigos, que se acham umbandistas e utilizam os pontos de força para tal tarefa danosa. Isso quando não se utilizam dos nomes alheios, de guias espirituais, mas a estes, é bom lembrá-los, um dia estarão do lado espiritual e serão recolhidos aos planos dos quais eles semearam.


Busquemos os estudos, para que entendamos as ações Iluminadas existentes na Umbanda.

A mediunidade na Umbanda é fantástica, porém, todos os médiuns, devem se lapidar, buscar a serenidade de suas forças. Ter paciência, trabalhar em si o dom da Humildade, meditar sobre si, aprender com os que sabem mais, e ensinar aos que estão aprendendo.

Ter sua fé e amor, inabaláveis, este ponto é de Incrível importância, pois é nestes pilares que podemos nos apoiar e estruturar nossas forças mediúnicas.
Não é apenas, colocando a roupa branca, é sobretudo, ter o "branco em seu coração".

Na simplicidade, está o Poder, não se preocupe em se paramentar, seus guias, já os trazem a você espiritualmente, se realmente o Criador lhe reservou tal Dádiva, ou melhor, se você realmente é merecedor.

E ser merecedor, lembre-se, embora a palavra pareça dura, ela serve para que meditemos o que temos feito a nós mesmos e aos que estão ao nosso redor.

Está em você, médium, percorra a senda do bem, e estará amparado pelo bem. Se um dia, entrar nas trevas em suas atuações, lembre-se, deixará de atuar na Umbanda e estará atuando em outro campo. Tudo o que fazemos e desejamos ao próximo, retornará para nós.

As leis do Universo são assim! Digo isso, pois nos caminhos da espiritualidade, vi médiuns fabulosos caírem. Entraram no Orgulho, na Vaidade, deixaram seus egos sobressaírem e isso não queremos que aconteça aos verdadeiros guerreiros de Oxalá. 


Fonte: Artigos - Tenda Espírita de Umbanda Pai Tomé de Aruanda 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Pés descalços, por quê?



Todo Umbandista já deve ter ouvido a frase “Umbanda é pé no chão”. Mas será que todos sabem o porquê de ficarmos descalços em nossos terreiros? São três motivos principais. O primeiro é que o solo representa a morada dos nossos antepassados e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos entrando em contato com estes ancestrais e, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda. O segundo motivo pelo qual tiramos os calçados é o respeito ao solo sagrado do terreiro. Imagine que vir da rua com os sapatos sujos e entrar com eles onde nossos trabalhos espirituais são realizados seria como alguém entrar em nossa casa carregando uma montanha de lixo que vai caindo e se espalhando por todos os cantos. Diante desta situação você diria o quê? No mínimo que essa tal pessoa não tem respeito por você ou pela sua casa. O terceiro motivo é o fato de que naturalmente nós atuamos como “para-raios” e ao recebermos qualquer energia mais forte, se estivermos descalços sem nenhum material isolante entre nosso corpo e o chão, ela automaticamente se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule ou leve determinadas energias consigo. Além de tudo isso, podemos dizer também que realizar nossos trabalhos espirituais descalços é uma forma de representar a humildade e a simplicidade do Rito Umbandista. Vale lembrar que no início este costume, nos cultos de origem africana, tinha outro significado. Os pés descalços eram um símbolo da condição de escravo, de coisa, uma vez que o escravo não era considerado um cidadão e estava, por exemplo, na mesma categoria do gado bovino das fazendas. Quando liberto a primeira coisa que o negro procurava fazer era comprar sapatos que eram o símbolo de sua liberdade e, de certa forma, faziam com que ele fosse incluso na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que muitas vezes eles eram colocados em lugar de destaque na casa para que todos os vissem. No entanto, ao chegar ao terreiro, espaço que havia sido transformado magisticamente em solo africano, os sapatos tornavam-se novamente apenas um símbolo de valores da sociedade branca e eram deixados do lado de fora. Ali os negros sentiam-se de novo na África e podiam retornar à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc. Tenho certeza que agora entrar descalço no terreiro terá outro valor e sentido. Não é mesmo?
Muito axé!

Por Mãe Mônica Caraccio

terça-feira, 8 de maio de 2012

Oração aos Pretos Velhos


Louvados sejam todos os pretos-velhos.
Louvados sejais vós que formais o santíssimo rosário da Virgem Maria.
Santas Almas Benditas, protetoras de todos aqueles que se encontram em aflição.
A vós recorremos espíritos puros pelos  sofrimentos, grandiosos pela humildade e bem aventurados pelo amor que irradiam, socorrem-me, pois encontro-me em aflição.
Concedam-me, meus bondosos pretos-velhos, a graça de (pede-se a graça que deseja alcançar) através da vossa intercessão junto a Santa Virgem Maria, santíssima mãe de Deus e de todos nós.
Dai-me meus pretos-velhos um pouco de vossa humildade, de vosso amor, e de vossa pureza de pensamentos, para que possa cumprir a minha missão na Terra, seguindo todos os vossos exemplos de bondade.
Louvadas sejam todas as Santas Almas Benditas. Tenham piedade de nós. Assim seja!

Adorei as Almas!