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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sem humildade não há esclarecimento!


Não se esconda das grandes questões do espírito ou mesmo da natureza humana. Participe dentro de suas doutrinas ou religiões buscando cada traço da verdadeira sabedoria imposta sobre aqueles que de alguma forma carregam a sensibilidade mediúnica e que na posição de médiuns venham tentar de alguma forma esclarecer determinados assuntos ou dúvidas.
O esclarecimento é um dos maiores objetivos da Umbanda. Esclarecimento em todos os sentidos. Sem esclarecimento não tem doutrina, não evolui e assim por diante. O esclarecimento está ligado como objetivo em todas as religiões. Basta buscar esclarecimento para crer.
Minhas simples palavras para aqueles que buscam esclarecimento.
“Sem humildade não há esclarecimento”, porque tem que ser humilde para dar e receber esclarecimento. A vaidade, o orgulho, a ganância, a inveja, ou seja, toda forma negativa de comportamento traz consigo a falta de humildade que anula o esclarecimento e crescimento.
Esclarecimento já tantas vezes citado nessas tão poucas iniciais linhas, mas, que já uni com o crescimento. O esclarecer é a semente para o crescimento. Quem esclarece ajuda a crescer e quem cresce ajuda esclarecer.

Talvez digam que nego véio tá bebo.

Pai Antônio Quimbandeiro do Cruzeiro das Almas.
(Mensagem Recebida pelo Médium Alberto Magno
da Equipe Genuína Umbanda)


terça-feira, 5 de junho de 2012

A cura verdadeira



Todas as criaturas humanas adoecem, raras são aquelas que trabalham para a cura real. 
A ação medicamentosa por si só não restaura integralmente a saúde; o comprimido ajuda, a injeção melhora, no entanto, não podemos esquecer que os verdadeiros males procedem da mente. A mente é uma fonte criadora e a vida plasma em nós mesmos aquilo que desejamos. 
Assim, a medicação não nos valerá muito se prosseguirmos tristes e acabrunhados, porque a tristeza é geratriz e mantenedora de muitos males. 
Como pretendemos ter a saúde restaurada, se nos permitimos a cólera ou o desanimo por muitas horas? O desalento é anestésico que entorpece e acaba por destruir quem o cultiva. 
A ociosidade que corrompe as horas e a inutilidade que desperdiça o tempo valioso, extingue as forças físicas e as do espírito, mesmo porque, a mente ociosa acaba por se dedicar a muitas coisas ruins, como a maledicência e a crítica destrutiva. 
Se não sabemos calar nem desculpar, se não ajudamos, nem compreendemos, como encontrar harmonia íntima? Por mais que o socorro espiritual venha em nosso favor, devoramos as próprias energias com atitudes negativas. E com respeito ao socorro médico,mal surgem as primeiras melhoras, abandonamos o remédio , a dieta, os cuidados, demonstrando a nossa indisciplina, por isso, se estamos doentes, antes de qualquer medicação, aprendamos a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a grande mudança. 
Fujamos da indelicadeza e do azedume constante que nos conduzirão à brutalidade no trato com os demais. Enriqueçamos nossos fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno, busquemos a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e a meditação. Não manchemos o nosso caminho, sirvamos sempre, trabalhemos na extensão do bem em todos, guardemos lealdade às palavras do Mestre Jesus. Permaneçamos com a certeza de que cultivando a oração, vibrando positivamente pela vida, abraçando a oração diária desde logo, a meditação de que nos servimos, atuará rápida e beneficamente em nosso corpo, conduzindo, assim, à verdadeira cura.


"Momento Espírita"


Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não espere por justiça, faça por merecer!



"A Lei do retorno deve ser cumprida e executada. Seguindo a verdade dessa afirmação, qualquer um possuidor de luz divina tem a permissão de executá-la, encarnado ou não, assim como Jesus em sua passagem pelo plano da Terra concedeu a permissão da expulsão de obsessores e demônios que dominassem algum filho de Deus.

Seguindo essas verdadeiras palavras, confirmadas através dos tempos, conclui-se mais uma vez que a Lei do retorno existe e sempre existirá para ser cumprida e executada em nome da Justiça Divina.

Mas não deixe se enganar (por) aqueles que por dar uma esmola, por ajudar o próximo e assistir missas, por seguir uma doutrina, por bater um tambor, por lavar uma cabeça, por receber uma benção, julgar-se capaz de cumprir e executar essa Lei. Pense que a cada mil, nenhum será digno. Que a cada dois mil, nenhum será digno. Sabe-se lá ao meio de quantos, apenas esse ou aquele tem a permissão para executar essa Lei.

Como saber? Indo a fundo em seu próprio interior para buscar a Luz Divina. E prepará-la para vir à tona. A preparação é árdua, requer conhecimento, paciência, sensibilidade, humildade e força espiritual. Só assim, após longa caminhada de preparação tem-se a capacidade de poder fazer cumprir e executar a Lei do retorno. Reflita na longa caminhada; nas entidades espirituais; pense na longa caminhada dos espíritos que hoje se encontram dentro da Luz. Muitos precisaram de várias reencarnações, muitos precisaram de longo tempo mesmo após sua existência, em algum ponto do mundo espiritual para ter a permissão de fazer cumprir e executar a Lei do retorno.

Diante dessa verdade, não espere por justiça, faça por merecer."



- Exu de Lei (Mensagem recebida em 20 de junho de 2009
pelo médium Alberto Magno, Equipe Genuína Umbanda)
www.genuinaumbanda.com.br

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Humildade X Orgulho



Humildade. Esta palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado. O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutriente e preparada para receber a semente. Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente. A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice. A humildade é a mais nobre de todas as virtudes, pois somente ela predispõe o seu portador, à sabedoria real.
O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende. O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade. Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões. Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz: "eu me equivoquei", pois sua intenção é de aprender, de crescer. Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz: "não foi minha culpa", porque se acha acima de qualquer suspeita. A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razão tem mais tempo. Uma pessoa orgulhosa está sempre "muito ocupada" para fazer o que é necessário. A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas. A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. Uma pessoa humilde se compromete e realiza. Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. A pessoa humilde diz: "eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser". A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr - lhes defeitos. O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. O orgulhoso não colabora, e sempre diz: "eu faço o meu trabalho". Uma pessoa humilde diz: "deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir". A pessoa orgulhosa afirma: "sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo". A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência. A pessoa orgulhosa não aceita críticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.
Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade. O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece. Uma pessoa humilde defende as ideias que julga nobre, sem se importar de quem elas venham. A pessoa orgulhosa defende sempre suas ideias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.
Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.
Você sabe por que o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso? É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. E certamente estaria isolado.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Mãe Umbanda



A Umbanda liberta!
Liberta as consciências adormecidas e embotadas em si mesmas.
Através do trabalho, impõe a responsabilidade aos seus filhos, 
sobre o papel que desempenham perante a Espiritualidade Maior, 
libertando-os da inércia.
Retira a trave que impede o movimento da roda da evolução, 
do crescimento espiritual e humano.
A Umbanda alimenta! 
Alimenta nossa carência na busca por nós mesmos, 
na busca de nossa própria essência, 
guardada na memória celular de nossa alma!
Alimenta nossa sede de conhecimentos de nossa origem eternal 
e de nosso papel atual no mundo.
A Umbanda cura! 
Ela nos cura de nossas mazelas e cicatriza nossas feridas. 
Cura-nos de nossa lamentável capacidade de nos auto-obsediar 
com tantos e tantos pensamentos e sentimentos menos nobres.
A Umbanda nos acolhe! 
Recebe-nos com os braços abertos, tal qual a mãe acolhe seus filhos.
Ela nos acalenta e nos ensina a caminhar melhor na vida.
A Umbanda é fonte permanente, 
é água abundante de Sabedoria, Força e Amor, 
trazida por seus Emissários de Luz - Caboclos, Pretos Velhos e Crianças.
Mas, há que se estar receptivo para ser banhado por essa água cristalina e poder beber desta Fonte Sagrada.
A Espiritualidade grita por nós!
E como vai a nossa capacidade de ouvir?
A Espiritualidade nos mostra, tantas vezes, 
através de imagens mentais incutidas em nosso ser. 
E como anda a nossa capacidade de ver?
A Espiritualidade nos envia energias restauradoras e benéficas 
através de suas vibrações. 
E como vai a nossa capacidade de sentir contatos mais sutis?
Por onde passeia nossa mente a maioria do tempo? 
Quais os sentimentos que nosso coração consegue assimilar e reter? Qual o tempo que dispomos para uma conexão com mundo espiritual?
Assim como o corpo físico é o meio por onde se manifesta o espírito, também o terreiro de Umbanda é a parte física 
por onde se manifesta a Espiritualidade. 
Como estamos cuidando dessa casa? 
Qual o nosso sentimento quando nos dirigimos para lá?
Será que somos sempre cônscios da oportunidade ímpar 
(e quantas vezes rara), de estar em contato 
com os verdadeiros Guias, Mentores e Protetores Espirituais?
Será que temos uma leve noção de quem são 
estes verdadeiros Mensageiros do Alto?
Temos honrado o compromisso assumido com o Astral Superior, com as nossas atitudes, aqui no Plano das Formas?
Será que ao término de um dia, de uma semana ou de um mês, saboreamos a sensação do “dever cumprido” perante os nossos Guias?
Não basta QUERER SER, é preciso um vigiar constante 
no nível de nossos pensamentos e sentimentos; 
é preciso ação verdadeira e corajosa para deixar para trás 
tudo aquilo que nos acorrenta e nos escraviza - nossos apegos, 
nossa vaidade, nosso orgulho, nossos medos 
e a nossa infinita capacidade de viver o efêmero de todas as coisas.

Reflitamos nas sábias palavras de um Mestre da Sagrada Raiz de Guiné:

“A Mãe Umbanda, exige méritos. Cobra verdadeiros cumpridores 
das ordens vindas de cima, do Plano Astral. 
Ela exige médiuns cônscios e responsáveis que sabem 
que não se pode virar o Triângulo de Umbanda de cabeça para baixo sem pagar caro, mais hoje ou mais amanhã, 
pois que a LEI de Umbanda é LEI, e não uma simples regra.”


Uma pequena discípula da
Sagrada Raiz de Guiné
Março/2011

Fonte: http://umbandaeuniversalismo-umgritodealerta.blogspot.com.br

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Isso é Umbanda!


Imagine um abraço fraterno em 360 graus:
Isso é Umbanda.
Imagine uma vela acesa com Fé gerando mais energia que uma usina nuclear:
Isso é Umbanda.
Imagine Divindades, Anjos, Santos, Sábios, Magos, Gênios, Sacerdotes, Xamãs, Babalaôs, Pajés, Iogues, Iniciados, Cientistas, Curadores,
Trabalhadores da Caridade de todas as épocas e culturas voltando a Terra para restaurar a Paz e a Lei Maior:
Isso é Umbanda.
Imagine a última peça que falta no milenar “quebra-cabeça” que compõe a sua Alma:
Isso é Umbanda.
Imagine traumas, neuroses, fobias, vírus e bactérias físicas e astrais sendo dissolvidos na baforada de um cachimbo:
Isso é Umbanda.
Imagine a Pemba traçando e reproduzindo os Códigos Sagrados da Criação:
Isso é Umbanda.
Imagine o padê de Exu promovendo a harmonia entre Luz e Trevas:
Isso é Umbanda.
Imagine o médium descalço vestido de branco iluminando-se por dentro:
Isso é Umbanda.
Imagine o consulente confortado e esclarecido subindo mais um degrau evolutivo:
Isso é Umbanda.
Imagine o Homem servindo a Natureza e a Natureza servindo o Homem:
Isso é Umbanda.
Imagine o sal das lágrimas misturando-se ao sal do Mar, Ventre de Iemanjá:
Isso é Umbanda.
Imagine a flecha certeira de Oxóssi alinhando Razão, Emoção e Ação:
Isso é Umbanda.
Imagine a espada de Ogum abrindo caminho no cipoal das ilusões humanas:
Isso é Umbanda.
Imagine o machado de Xangô aparando as arestas do Karma Planetário:
Isso é Umbanda.
Imagine Oxalá retirando os espinhos de teu coração e Oxum cobrindo com mel teus ferimentos:
Isso é Umbanda.
Agora, deixe de imaginar...
Pois tudo isso não é sonho, é realidade vivida e sentida. A toda hora, todo dia, ao som de um belo ponto cantado;
No abraço do Caboclo;
No toque do Preto Velho;
Na brincadeira da Criança;
No olhar do Exu Guardião;
No sorriso do Baiano;
No balanço do Marinheiro;
No encanto da Cigana;
Na ginga do Malandro;
No laço do Boiadeiro...
... Meu Filho:
ISSO É UMBANDA!

Mensagem do Caboclo Yguaratan
Recebida espiritualmente pelo médium Vanderlei Alves
Tenda de Umbanda do Caboclo Estrela do Mar



terça-feira, 10 de abril de 2012

Desapego



A matéria é ilusória não porque ela não exista, mas sim por seu valor transitório. Ela não é eterna, passa como um sopro de vento. Como um castelo de areia, mais dia, menos dia, desmorona! Essa é a natureza básica de tudo aqui nessa Terra.

Desapegar-se é valer-se da máxima espiritualista que diz: “Viva no mundo, mas não seja dele”. Essa é a diferença de postura a qual nos referimos. O foco aqui não é sua conta bancária, mas sim, sua postura perante tudo isso. Entenda bem!

“Mas...?” 

Não, não fale agora! Escute bem o que estamos dizendo. Qualquer caminho espiritual está alicerçado pela pedra do desapego. E a Umbanda não poderia ser diferente. Ela nunca condenará sua busca por tranquilidade e estabilidade de vida. Mas ela deve ser uma chama devoradora do valor exacerbado dado a tudo isso. Deve ser como um vento amoroso a lhe mostrar que pessoas vêm e vão, nascem e morrem na carne, mas em espírito e consciência são eternos e nada pode matá-los. Que nada levamos desse mundo, a não ser os tesouros do coração.

Isso é uma das coisas mais básicas, mas também uma das mais importantes, que você, amigo leitor, poderá aprender durante as giras de Umbanda e o contato com as entidades. Caso contrário algo está errado. Você não está enxergando o tesouro espiritual que elas carregam, pois está cego em busca de outros tesouros. Desperta!
Quando isso acontecer, a Umbanda vai ser outra perante seus olhos. Não existirá mais dúvida, apenas amor. A caridade será natural. Você não mais cobrará resultados pelos mais diversos trabalhos, mas sim, simplesmente se beneficiará da presença dos guias e Orixás. A Umbanda não terá mais nada a te oferecer, mas ao invés disso, ela te completará. Nisso reside um grande milagre...

Junto do desapego, virá à felicidade verdadeira que nasce da tranquilidade.

Por isso, cuidado! Caso você procure Umbanda para melhorar de vida através de um passe de mágica e com um simples estalar de dedos resolver todos seus problemas, você errou e errou feio. Esse não é o caminho umbandista. Isso nunca seria um caminho espiritual.

1 – Não coloque a culpa de seus problemas nos outros. A culpa é sempre sua! Mesmo com obsessores, assediadores, magias e kiumbas grudados no cangote, à culpa é sempre sua. Você não aprendeu nada sobre a Lei das afinidades? Então tenha isso em mente.

2 – A Lei do carma não é boa nem má. É natural. Portanto trate bem a vida, tenha olhos para aprender e entender seus sinais, que a vida de tratará bem. Apenas isso.

3 – Entenda que prosperidade tem muito mais a ver com desapego do que com dinheiro. Quanto você precisa para viver? Lembre-se que você pode virar escravo dessa necessidade.

4 – Desapego é também uma postura perante os relacionamentos. Perante as idas e vindas da vida. Perante a morte e o nascer. Aquele que é realmente desapegado vive no presente, sempre, sem nostalgias, sem grandes planos. Ele caminha com o tempo, não corre atrás dele. Sabe seguir o fluxo da vida.

5 – A Umbanda tem muito a te oferecer. Mas você precisa ter olhos para ver essa riqueza. Olhos do coração, para ver os tesouros do espírito. Lembre-se disso!

6 – Nada contra os trabalhos de prosperidade e abertura de caminhos. Eles são importantes em certos casos. Mas eles são remédios, medidas extraordinárias que visam melhorar algo grave. Mas como qualquer remédio, você pode viciar nisso e esquecer-se de prevenir. E essa prevenção só vem com uma mudança de postura, um despertar de consciência. Esse deve ser o foco.

7 – Por último: Tudo que aqui foi dito servirá, caso seja realmente compreendido, para uma coisa: Te dar mais liberdade. Sim, você se tornará livre. Livre para assumir as responsabilidades de tudo de bom e de mal que acontecer em sua vida. Isso pode parecer difícil e desconfortante. Mas é um passo incrível para a auto realização. E esse passo chama-se responsabilidade. Responsabilidade Sua, para com Sua vida!

“Ah! Mas que bobagem. Eu achando que era um texto “espiritual”, onde aprenderia alguns truques para resolver minha vida. Isso deve ser alguma artimanha do meu obsessor, para me tirar do foco dos meus estudos. Mas eu pego ele ainda, e aí ele vai ver. Acho que vou procurar alguma coisa mais “forte”, pois essa tal de Umbanda”...
É amigo leitor, vá se acostumando. As pessoas aprenderam que caridade é resolver os problemas dos outros. Mas, talvez, a grande caridade seja o esclarecimento. Esse texto foi pensado em cima disso. Sem fórmulas mágicas, sem consolo, sem “passar a mão na cabeça”. Mas a realidade, colocada de frente. Caso tenha servido, muito bem. Caso não, um dia servirá.

José da Guiné

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ao médium Umbandista




Você tem uma grande responsabilidade, pois lhe foi dado o manancial suficiente para que possa ser o esteio de elevação moral e espiritual de muita gente. Portanto, para que possa usá-lo, é necessário certos cuidados íntimos, pois um espelho difuso e ofuscado não reflete uma boa imagem e a sua tem de ser compreensão, paciência, renúncia e muito amor. Nós, espíritos encarnados e desencarnados, que militamos nessa corrente valiosa, temos interligações no plano astral e temos de difundi-las aqui na Terra, pois nessa nossa missão foi-nos confiada pelo Pai Oxalá e somos nós que temos o dever de abarcar toda essa gente perdida de uma orientação mais profunda e sensata, e você, médium, tem de procurar ser o exemplo vivo das lições dadas pelo Pai. De nada adianta o médium querer galgar degraus de conhecimentos mágicos, sem que antes saiba coordenar seus desejos para tal, ficar claro que antes de qualquer iniciativa nesse sentido, é necessária uma vigília constante nas suas ações morais, que se demonstra como exemplo que lhe seguem. O médium umbandista é um potencial por si só, mas que faça jus por sê-lo e militar nessa corrente onde as falanges que a formam têm conhecimento profundo da vida, mas não abre mão do conhecimento maior, que é o amor ao Pai Oxalá. Médium umbandista, você tem a obrigação de aprimorar todos os dias esses conhecimentos, pois ele é o seu maior aliado na grande missão que tem a cumprir.
Cabocla Yara
Médium Wilson T. Rivas - Publicada no livro UMBANDA É LUZ.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Andar com fé




Andar com fé é saber que cada dia é um recomeço,
é ter certeza que os milagres acontecem,
e que os sonhos podem se realizar. 

Andar com fé é saber que temos asas invisíveis,
é fazer pedidos a estrelas cadentes,
e abrir as mãos para o céu.

Andar com fé é olhar sem temor
as portas do desconhecido,
ter a inocência dos olhos da criança,
a lealdade do cão,
a beleza da mão estendida,
para dar e receber.

 Andar com fé é usar a força e a coragem
 que habitam dentro de nós,
 quando tudo parece acabado.

Andar com fé é saber que temos tudo a nosso favor,
é compartilhar as bênçãos multiplicadas,
é saber que sempre seremos surpreendidos
com presentes do Universo,
é a certeza de que o melhor sempre acontece,
e que tudo aquilo que almejamos está totalmente ao nosso alcance.

 Basta somente Andar com Fé!
  
Silvia Schmidt  
Fonte: http://www.caminhosdeluz.org

terça-feira, 3 de abril de 2012

Trem da vida


Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma leitura extremamente interessante, quando bem interpretada. Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros. Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: NOSSOS PAIS. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível... Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão nessa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém sequer percebe. É assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas... Porém, jamais, retornos.

Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades... Acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será, no mínimo dolorido, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram... E o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que tenha crescido e se tornado valiosa.

Amigos, família, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranquila, que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem a viagem.

Autora: Silvana Duboc

segunda-feira, 2 de abril de 2012

De olhos fechados




Autor: Cássio Ribeiro
(Umbandista, radialista e presidente da Fucabrad)

Sentado ali em frente de seu congá o velho pai de santo relembra com surpreendente nitidez sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade. Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e diante dele uma estranha imagem se forma: um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe histórias. De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele mesmo.
O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanhava em sonhos e lembranças. Cresce e acaba se tornando médium Umbandista. Aos poucos vai conhecendo seus guias, que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”.
Primeiro o Caboclo que lhe parece muito grande e forte, depois os demais até que, ao completar 18 anos, seu Exu também recebe permissão para incorporar.
Já não é mais médium de gira, a bem da verdade ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro.
Percebe que não tivera uma adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes, festas... Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior a prática da caridade. Os anos passam e acaba pôr abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram os seus guias e recebem um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança...
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda e bastava que alguns pedidos não fossem alcançados na plenitude desejada que já se afastavam criticando o que ontem lhes era sagrado...
Presenciou pessoas que vindas de outras religiões e que encontraram a paz dentro do terreiro, mantido a duras penas, uma vez que nada cobrava pôr trabalhos realizados ("Dai de graça o que de graça recebestes").
Solteiro permanecia até hoje, pois embora tivesse tido várias mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas aguentou ficar a seu lado, pois para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.
Amava mesmo assim todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena. Brincava o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado e respondia, bem humorado, que se casara muito cedo, ainda menino.
A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita com uma só palavra: Umbanda, este era o nome da esposa.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando; muitos de seus filhos de fé seguiram seu destino vindo eles também a abrirem suas casas de caridade.
O peso da idade não o impede de receber suas entidades. Ainda ecoa, pelo velho e querido terreiro, o brado de seu Caboclo, o cachimbo do preto velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria do Ere emociona a ele e a todos...
Enfim, sente-se útil ao trabalhar...
Hoje não tem gira. O terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo, perdera a noção das horas. Apura os ouvidos e sente passos a seu redor, percebe que alguém puxa pontos e que o atabaque toca.
Ele esta de costas para todos e de frente para o congá.
O cheiro da defumação invade suas narinas...
Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria.
Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás, apenas canta junto os pontos.
Fixa seus olhos nas imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do terreiro aumentar.
Vira de costas para o congá e a cena o surpreende: vê caboclos, boiadeiros , pretos velhos, marujos, baianos, erês e toda uma gama de Guias até Exus e Pomba Giras estão ali na porteira.
Dá-se conta que os vê como são, não estão incorporados. Todos lhes sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias, percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido.
O caboclo, seu guia de frente, se adianta, lhe abraça, brada seu grito guerreiro...  Os demais o acompanham.
O velho pai de santo não aguenta e chora emocionado...
As lágrimas lhe turvam a vista. Fecha seus olhos e ao abri-los todos os guias ainda permanecem em seus lugares embora calados...
Nota uma luz brilhante em sua direção, Yansa e Omolu se aproximam, seu caboclo os saúda e é correspondido.
A luz o envolve completamente. Já não se sente mais velho, na verdade sente-se jovem como nunca. Seu corpo está leve e ele levita em direção à luz. Todos os guias fazem reverência...
O terreiro vai ficando longe envolto em luz, ele sorri alegre... A missão estava cumprida.
No dia seguinte, encontram seu corpo aos pés do congá. Tinha nos lábios um sorriso...

domingo, 1 de abril de 2012

Magia Forte



 César frequentava aquela casa de Umbanda havia dois anos: um ano enquanto assistência e outro como cambone de Pai Josias. Era um jovem que amava tanto a religião que professava que, nos últimos três meses, resolveu participar das reuniões de desobsessões daquela casa de caridade. Naquela gira, entretanto, César demonstrava um semblante preocupado e pesaroso. Percebendo as emoções de seu pupilo, Pai Josias chamou-o a sentar-se diante de si.


Como é que vai suncê meu fio?

─ Eu até que estou bem vovô, graças a Deus!

Então por que este "até" zifio? Tem algo preocupando suncê?

César ficou desconcertado, como se estivesse procurando as palavras certas a serem ditas, mas a entidade reforçou o pedido dizendo: Pode falar sem acanhamento nenhum zifio, pois qualquer dúvida no coração não é sinal de vergonha, mas desejo de saber melhor as coisas e o conhecimento é algo muito lindo meu fio, pode fazer perguntador pra nêgo!

César sorriu com aquele jeito tão curioso e perspicaz que só os preto-velhos têm de dizer as coisas e falou:

─ O senhor acha que estou bem vovô?

Depende meu fio, o que é estar bem para você?

César sorriu enquanto seu olhar marejava e foi quando a entidade disse-lhe:

O que é que tá trazendo tanta preocupação a suncê meu fio? Pode contar porque nêgo só vai escutar sem julgar!

─ O senhor me desculpe vovô, mas acho que estou necessitando de uma magia forte de proteção.

Mas por que zifio, o que é que tá acontecendo com suncê?

─ Como o senhor sabe faz três meses que comecei a participar dos trabalhos de desobsessões desta casa.

Isto, nêgo se alembra meu fio.


─ Então, acho que o senhor vê que eu procuro fazer este trabalho com todo o meu coração.

Nêgo não tem dúvidas disso meu fio!

─ Pois bem, mas desde quando eu entrei nestes trabalhos a cada mês que passou após um membro de minha família adoeceu seriamente: há três meses foi minha esposa, mês retrasado foi minha filha e este mês foi minha mãe que está passando um tempo conosco.

Nêgo tá entendendo zifio.

─ Como eu tenho vindo ao terreiro penso que deva ser mais difícil para as forças do baixo-astral atingir a mim tentando impedir-me de vir às reuniões de desobsessões, assim, acho que as trevas estão tentando atingir-me por meio de minha família.

E suncê acha que o terreiro não está fornecendo a devida proteção que suncê e família carecem pra viver sem estes ataques e fazerem o bem com menos preocupação, e justamente por isto estava todo envergonhado de vir conversar com este nêgo, não é?

César cambonava aquela entidade já há certo tempo, mas a forma como ela demonstrava conhecimento e compreensão acerca do seu atual estado mental sem que ele precisasse verbalizar muita coisa deixou-o boquiaberto.

Suncê não precisa se sentir envergonhado, pois como nêgo disse antes a busca do conhecimento no bem traz é luz para o espírito.

- O senhor está certo vovô!

Zifio, eu entendo sua preocupação, mas antes de passar uma magia forte suncê permite nêgo contar uma história?

─ Claro vovô, suas histórias são sempre ótimas, fique a vontade!

─ Zifio, certa vez acabou a comida no esgoto e uma ratazana se viu obrigada a sair de sua morada para habitar noutro canto. Saindo de sua morada o animal observou que poderia entrar em duas casas: uma era asseada, limpa e organizada; a outra era uma imundice só, pois não era varrida há meses, os móveis estavam cobertos de pó e havia inúmeros entulhos espalhado pelo chão, suncê tá entendendo zifio?

─ Estou sim senhor!

Então nêgo pergunta: se suncê fosse esta ratazana em qual destas moradas escolheria habitar?
─ Com certeza que seria a casa suja!

Por que zifio?

─ Por que se parece mais com o antigo habitat da ratazana.

Muito bem zifio, afinal na casa limpa não há nada que desperte afinidade na ratazana, não é isso?

─ Isso vovô, é isso mesmo, é tudo questão de afinidade!

Muito bem meu fio! Nêgo gostou desta sua ultima percepção.

Zifio, nêgo pode fazer mais uma pergunta?

─ Claro vovô, não precisa nem pedir!

Fio, tem muito tempo que suncê não defuma sua casa?

─ Tem sim vovô, por volta de dez meses.

Mas suncê não é umbandista?

─ Graças a Deus!

E o que tem impedido suncê de fazer defumador no seu casuá?

César encabulou-se e baixou a cabeça. A entidade continuou:

São as tarefas, as atividades, as dificuldades e os problemas do dia-a-dia não é meu fio?

─ É isso mesmo vovô, minha vida é muito atribulada e ai eu acabo me acomodando com a situação.

Pois é meu fio, realmente nêgo sabe que a vida de suncês no corpo de carne é realmente bastante difícil, mas, ainda assim, devo pedir que você retorne a defumar sua casa. Suncê verá como as coisas ficarão diferentes.

─ Pode deixar vovô, farei tudo como o senhor pede, mas e aquela magia forte, o senhor pode me ensinar?

A magia forte que nêgo falou antes zifio?

─ Isto vovô!

Então zifio, este preto-velho acabou de passar pra suncê.

─ A defumação?

É zifio! Por que a cara de espanto?

─ Ora vovô a defumação não funciona para afastar permanentemente espíritos perturbados, não é verdade?

Fio tá sabido hein!

─ Até onde sei, na realidade, a defumação serve mais para limpeza energética dos lugares, não é verdade?

Fio recordando o que conversamos ainda agorinha: onde que é mais provável de uma ratazana morar? Numa casa limpa ou numa casa suja?

─ Na casa suja vovô, mas mesmo que a casa estivesse limpa o rato poderia entrar.

Mas não é mais fácil expulsar o rato de uma casa se ela estiver limpa?

─ Puxa vovô ou o senhor não está entendendo ou não está querendo entender!

Desculpa a ignorância deste nêgo meu fio, mas vou explica mais um pouquinho para que suncê perceba que talvez seja suncê que num tá entendendo este véio.

─ Não vovô eu entendi tudo que o senhor falou: o senhor determinou que eu voltasse a defumar minha residência a fim de que "ratos" não a invadam e assim eu o farei, mas só que enquanto eu não defumava a casa ratos aproximaram-se de minha esposa, minha filha e minha mãe causando doenças e eu gostaria de saber o que fazer para espantar estes ratos.

Fio a cada vez que suncê vem em terreiro tais ratos são afastados de suncê e todo seu familiador sempre, é claro, de acordo com o merecimento de cada um! Acontece que ao longo dos dias que sucedem as giras no terreiro suncês tudo se emporcalham tanto a si mesmos quanto o casuá em que vivem que daí acaba atraindo novos ratos para perto de suncês.

A entidade amiga deu algumas baforadas em seu cachimbo e continuou:

Suncê com problemas no local de trabalho e sua companheira com os vizinhos, absorvendo estas energias e espalhando-as em cada canto de cada cômodo do seu lar: e tome reclamação contra a vida, contra o chefe, contra os colegas de trabalho, contra as contas a pagar!

Pai Josias continuou:

Aí surgem as desavenças com a esposa e suncês acabam, quase sempre, por discutir na frente da criança pela roupa amarrotada, pelo café amargo, pelo baixo salário, por que o vizinho não respondeu ao seu "Bom dia"!
Compreenda zifio que por conta da falta de defumação e de outras medidas energeticamente profiláticas e umbandistas como o hábito de cruzar semanalmente a casa, pode-se dizer que onde suncês moram não está devidamente asseado, mas só que suncês acabam por piorar ainda mais a situação com todo este lixo mental, emocional, psicológico e energético.
Defume seu casuá, mude seu padrão vibratório e consciencial que suncê, nas forças de Deus-Nosso-Pai, verá mudanças prodigiosas em sua vida. Pode deixar que dos ratos nós, segundo o merecimento de cada um, cuidamos. Preocupem-se apenas em manter as vossas duas casas higienizadas: seu casuá, onde mora suncê e os seus familiares e seu vaso corporal, onde reside vosso espírito.
Sei que você crê na onipotência de Deus, só não descreia jamais que grande parte do poder Dele está nas coisas simples: Gandhi venceu a intolerância por meio de simples jejuns, Moisés venceu faraó com um simples cajado e Jesus venceu o mundo com a Lei de Amor. Viver na carne não é simples, amar também não, mas creia na simplicidade das coisas de Deus, da Umbanda e dos fundamentos a ela pertinentes que suncê verá os instrumentos de que se servem as trevas para semearem discórdias, desgraças e maldades, serem desativados diante de si.
Creia meu fio e chame as bênçãos de Deus pra junto de suncê, acredite na simplicidade das coisas de Deus e o mal, assim, da sua vida se desarmará.
Uma flor pode desarmar o mais bélico dos exércitos, o perdão pode desarmar o ódio mais feroz, pensamentos vibrados em paz e amor podem desarmar a mais potente magia negra, da mesma forma que uma "mera" defumação desarma a casa, a família e a vida de suncês de toda a sujeira astral com que vocês a municiam por conta das reclamações e impropérios resultantes das vicissitudes de vossas existências corpóreas; vicissitudes estas que, na realidade, são instrumentos que podem guiá-los a angelitude se corretamente manejados, mas que suncês ainda, infelizmente, não conseguem percebê-los enquanto tal.

E a entidade, que tinha diante de si um consulente aos prantos, aguardou que César serenasse as emoções. Instantes após pediu um abraço apertado e, posteriormente, disse-lhe olhando fixamente nos olhos:

─ Nêgo acredita em Deus meu filho, mas não descrê de suncê! Creia mais na simplicidade das coisas de Deus e vá na força e na luz de Zambi-Nosso-Pai!

Fonte: http://estreladexango.blogspot.com.br


sábado, 31 de março de 2012

Pai Nosso... Para refletir!


PAI NOSSO...
Se meus valores são representados pelos bens na terra, será inútil dizer QUE ESTAIS NO CÉU;

Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição ou comodismo, será inútil dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME;

Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades, será inútil dizer VENHA A NÓS O VOSSO REINO;

Se no fundo desejo mesmo que todos os meus desejos se realizem, será inútil dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU;

Se prefiro acumular riquezas desprezando os meus irmãos que passam fome, será inútil dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE;

Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam os meus caminhos, será inútil dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO;

Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Cristo, será inútil dizer NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO;

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz, será inútil dizer MAS LIVRAI-NOS DO MAL;

Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar, será inútil dizer AMÉM.

Autor Desconhecido

O que acontece no céu quando Oramos?


Sonhei que fui para o céu e um anjo estava me mostrando o lugar. Caminhávamos lado a lado por um escritório cheio de anjos. Meu anjo-da-guarda parou em frente à primeira seção e me disse: “Essa é a seção dos Recebimentos. Aqui, todos os desejos pedidos a Deus em oração são recebidos”. Olhei ao redor e estava tudo muito movimentado, com muitos anjos selecionando pedidos em volumosas folhas de papel e recados de gente do mundo todo.
E aí continuamos a descer por um longo corredor até chegarmos à segunda seção.
Então o anjo me disse: "Essa é a seção de Empacotamento e Entregas. Aqui, as graças e bênçãos pedidas pelas pessoas são processadas e entregues aos vivos que pediram por elas”.
Percebi como, novamente, o lugar estava. Havia muitos anjos trabalhando naquela seção, pois muitas bênçãos tinham sido pedidas e estavam sendo empacotadas para a entrega na Terra.
Finalmente, ao final, mais distante daquele corredor paramos em frente a uma porta de um pequeno lugar. Para minha surpresa, havia somente um anjo sentado, sem fazer nada. "Essa é a seção do Reconhecimento", meu anjo me disse, admitindo isso ao parecer envergonhado.
Como assim não há nenhum trabalho sendo desempenhado aqui? Perguntei.
 “É mesmo muito triste”, o anjo suspirou. “Depois que recebem as bênçãos que pediram poucos retornam os reconhecimentos”.
E como podemos reconhecer as bênçãos de Deus? Perguntei-lhe.  
- Simples. É só dizer: Obrigado Senhor.
E quais bênçãos deveriam ser reconhecidas?
- Se você tem comida em sua geladeira, roupas, um teto sobre você e uma cama para dormir você é mais rico do que 75% desse mundo. Se você tem dinheiro no banco, na sua carteira, e o troco de uma refeição, está entre os 8% de afortunados do mundo. E se você receber isso no seu próprio computador, você faz parte do 1% do mundo que tem essa mesma oportunidade. Se acordou hoje de manhã com mais saúde do que doença, você é muito mais abençoado dos que os muitos que não conseguirão nem ao menos sobreviver ao dia de hoje. Se nunca teve de provar o medo em uma guerra, a solidão da prisão, a agonia da tortura ou pontadas de fome, está acima de 700 milhões de pessoas nesse mundo. Se puderes ir à Igreja sem temer assédio, prisão, tortura ou morte, você é invejado e mais abençoado que três bilhões de pessoas no mundo todo. Se teus pais estão vivos e ainda juntos, você é ainda mais raro. Se puderes erguer sua cabeça e sorrir, não é a norma. Você é único dentre aqueles todos em dúvida e desespero.
Está bem. E agora? Como posso começar?
-Se pôde ler essa mensagem, recebeste uma dupla bênção, pois alguém pensava em você como sendo muito especial e és mais abençoado do que mais de dois bilhões de pessoas no mundo que não conseguem ao menos ler. Tenha um grande dia. Conte todas as suas bênçãos. E se você se importa, repasse a todos para lembrá-los quão abençoados (e especiais) todos nós somos.

Departamento de reconhecimento: “Obrigado Senhor, pela habilidade de compartilhar essa mensagem com tantas pessoas. Eu agradeço a Deus por tudo, em especial toda a minha família e os meus amigos!”.

Autor Desconhecido